O uso de suplementação é uma prática muito comum entre os atletas amadores e profissionais. A sua utilização é cada vez mais generalizada, quer porque o colega de treino recomendou, porque viu spot publicitário, ou porque a loja ‘’x’’ aconselhou, etc…
A suplementação no desporto deverá tem objectivo, melhorar a capacidade de realizar exercício ou favorecer os processos de recuperação (efeito ergogénico). Mas será que toda a suplementação apresenta o efeito ergogénico pretendido? Com base nesta premissa a Sociedade Internacional de Nutrição no Desporto (SIND), proferiu um parecer no qual pretendeu demonstrar qual ou quais os suplementos que efectivamente demonstraram ter o efeito ergogénico.
A SIND efectuou uma revisão de literatura exaustiva para cada um dos suplementos, avaliando criteriosamente cada artigo, respondendo ás seguintes questões:
As investigações foram realizadas em animais/populações, ou em atletas/indivíduos treinados?
As investigações foram realizadas em animais/populações, ou em atletas/indivíduos treinados?
- Que tipo de controlo existiu no estudo? Placebo, duplo cego, ensaio clínico randomizado?
- Os resultados foram significativamente estatísticos? Ou são reivindicações sobre os não resultados? ou são tendenciosos?
- Os resultados obtidos correspondem às afirmações feitas sobre o produto?
- Os resultados foram apresentados em reuniões científicas?
- As conclusões da investigação foram replicadas em laboratórios diferentes?
Com base neste critério os suplementos foram categorizados de acordo com a evidênciacientifica:
Categoria I – ‘’Aparentemente Eficaz’’ - suplementos que demonstraram efectivamente o seu efeito ergogénico.
Categoria II – ‘’Possivelmente Eficaz’’ - suplementos com estudos iniciais que apoiam a fundamentação teórica, mas são necessárias mais estudos para determinar o seu modo de acção no desempenho do atleta.
Categoria III - ‘’Muito cedo’’ - produtos em que ainda não existe pesquisas suficiente para apoiar a sua utilização.
Categoria IV – ‘’Aparentemente Ineficaz’’ – suplementos que carecem de uma fundamentação cientifica sólida, em que os estudos demonstraram claramente ineficácia na sua utilização.
Os suplementos podem ser apresentados de diversas formas: barras, gel, liquido, pó, cápsula, comprimido, pastilha, etc. Podem conter vários nutrientes: glícidos, proteínas, lipidos, vitaminas, minerais, enzimas, intermediários metabólicos (aminoácidos) e/ouextractos de plantas. São apresentados no mercado de acordo com efeito ergogénico pretendido: fornecedor de nutrientes, aumento de massa muscular, perda de peso e/ouaumento da performance.
A tabela 1 apresenta os suplementos de acordo com a sua categoria e efeito ergogénico pretendido.
CATEGORIA
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Aumento de Massa Muscular
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Perda de Peso
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Aumento da Performance
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Aparentemente Eficaz
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- Creatina Monohidratada
- Proteínas
-Aminoácidos Essenciais (EEA)
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- Termogénicos- muitos destes compostos poderão conter efedrina, substancia proibida(classe S5) pela Autoridade Antidopagem de Portugal.
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-Agua, bebidas iso e hipotónicas
- Glícidos
- Creatina
- Cafeína
- Fosfato de sódio
- Sódio
- Bicarbonato
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Possivelmente Eficaz
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-Hidroxi-Metil-Butirato (HMB)
- Aminoácidos de Cadeia Ramificada (BCAA)
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- Fibras
- Cálcio
- Extracto de chá verde
- Ácidos Linoleico Conjugado (CLA)
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- EAA
- BCAA
- HMB
- Glicerol
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Muito Cedo
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- α Cetoglutarato
- α Isocaproato
- Aspartado de Zinco/magnésio
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- DHEA- precursos da testosterona poderão ser considerados substancia proibida (classe S1) pela Autoridade Antidopagem de Portugal.
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- Ácidos Gordos de Cadeia Média
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Aparentemente Ineficaz
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- Glutamina
- Isoflavonas
- Ácidos Linoleico Conjugado (CLA)
- Tribulus Terrestris
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- L Carnitina
- Diuréticos- substancia proibida(classe S5) pela Autoridade Antidopagem de Portugal
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- Glutamina
- Ribose
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A suplementação desempenha um papel importante no processo de treino do atleta. No entanto, deve ser visto como suplemento á sua dieta e não um substituto. A base de qualquer plano nutricional deve ser uma dieta equilibrada em macronutrientes, vitaminas e minerais adequada às necessidades da modalidade. Se a ingestão alimentar não é suficiente, então, deve-se utilizar os suplementos da categoria I, se necessário, poderá utilizar os suplementos da categoria II, sabendo que os resultados obtidos poderão não ser os esperados; os suplementos de categoria III não são aconselhados, teoricamente apresentam benefício, uma vez que o seu benefício ainda não foi demonstrado experimentalmente; os suplementos de categoria IV não deverão ser utilizados porque os estudos demonstraram ausência de beneficio.
- Kreider BR, et al. ISSN exercise & sport nutrition review: research & recommendations. Journal of the International Society of Sports Nutrition; 2010, 7:7

